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FC Porto: Há 40 milhões desaparecidos

 

Há 40 milhões desaparecidos! Pinto da Costa sai do FC Porto com reforma dourada, mas tenta esconder fortuna: "Tenho pouco dinheiro no banco"

 


 

Oficialmente, Pinto da Costa recebe cerca de 1 milhões de euros anuais do FC Porto, entre ordenado e prémios, mas há muito mais que terá de explicar sobre uma quantia milionária que terá desviado indevidamente. Como o presidente azul e branco precaveu o futuro e, aos 86 anos, tem pela frente uma reforma promissora.

Pinto da Costa esteve 42 anos à frente do FC Porto e, apesar de na última campanha eleitoral, ter prometido que, caso vencesse as eleições, os administradores da SAD iriam deixar de receber prémios anuais - o que representa todos os anos um rombo milionário nos cofres do clube - durante o seu mandato isso nunca chegou a ser uma realidade.


As contas são públicas e Pinto da Costa tem de declarar aquilo que recebe, oficialmente, como presidente azul e branco. E a verdade é que uma pesquisa rápida mostra que esse valor foi sofrendo um incremento com o passar dos anos.

Em 2009, por exemplo, as contas mostravam que Pinto da Costa já recebia um valor anual, entre salários e prémios, de 700 mil euros, mas esse montante foi sofrendo alterações, até porque os prémios, por exemplo, eram tabelados por uma Comissão de Vencimentos, que estipulou que o título de campeão nacional seria premiado com mais 75 por cento do valor bruto dos ganhos dos administradores, enquanto o segundo ou terceiro lugares valeriam 50 por cento.

Havia ainda remunerações mais aliciantes para a conquista, por exemplo, de títulos europeus, como a Liga Europa, que seria premiada
 com o dobro do vencimento bruto, enquanto a Liga dos Campeões valia mais 120 por cento.

É certo que a tabela foi sofrendo alterações ao longo dos anos e que a dada altura Pinto da Costa considerou que, se calhar, ficar em segundo ou terceiro lugar não seria assim tão merecedor de um prémio milionário, mas o seu ordenado continuou a subir - apesar de a SAD dar prejuízos milionários anuais.

Em 2014, Pinto da Costa recebeu do clube 800 mil euros brutos anuais, enquanto as contas mais recentes mostravam que em 2019, esse valor já superava os 1,1 milhões de euros.

No último ano em que as contas foram apresentadas (2022-2023), os administradores da SAD do Porto auferiram um total de 2 milhões de euros de ordenados e um prémio extraordinário de 1,6 milhões "em virtude do impacto financeiro muito positivo no exercício 2022/2023, resultante do apuramento direto para a fase de grupos da UEFA Champions League". Nesse mesmo ano, a SAD apresentou um resultado negativo de 47,6 milhões de euros. A divisão de prémios estendia-se aos restantes administradores, como Vítor Baía ou Adelino Caldeira, numa realidade que André Villas-Boas quer agora alterar.


"Felizmente tenho a independência financeira para poder olhar para este desafio desta forma. Depois, acho que é o caminho e o exemplo a seguir. Muitas das pessoas que estão na minha lista, na minha candidatura, saem de situações mais confortáveis profissionalmente e pessoalmente. Porque liderar um barco como é o FC Porto é intenso e o desafio ainda se eleva mais tendo em conta a atual situação financeira do clube. Muitas dessas pessoas traçam o exemplo, aceitando estes cortes. Acho que tenho de ser o exemplo máximo disso, mas também acredito que um presidente do clube deve ser sempre não remunerado", já fez saber.

NEGÓCIOS, CASAS E 20 MILHÕES DESAPARECIDOS 

A fortuna de Pinto da Costa foi sendo investida com algumas aquisições imobiliárias, sendo que o presidente em funções dos Dragões tem várias propriedades luxuosas espalhadas pelo FC Porto, mas parte dos milhões amealhados estão ainda por explicar.


Em 2021, o Ministério Públicio anunciou a abertura de vários inquéritos para que Pinto da Costa, o filho Alexandre e o empresário Pedro Pinho explicassem vários negócios de jogadores, com os quais teriam obtido ilegalmente vários milhões de euros, numa quantia que ascenderia aos 40 milhões. O esquema teria sido perpetuado durante mais de dez anos.


No despacho em que pediu buscas ao FC Porto, e que foi divulgado pela 'Sábado, o procurador Rosário Teixeira referiu que, desde 2012, que o presidente do FC Porto, o filho, Alexandre Pinto da Costa, e o empresário Pedro Pinho "desenvolveram um esquema destinado a gerar proveitos indevidos". Os três arguidos são suspeitos de ter montado um esquema para desviar dinheiro do FC Porto, com base na transferência de vários jogadores. 

"Para colocarem jogadores no FC Porto ou venderem jogadores do FC Porto, os agentes aceitam devolver aos dirigentes desportivos do mesmo clube, designadamente a Jorge Nuno Pinto da Costa, parte dos montantes cobrados pela sua intervenção como intermediários nesses negócios", pode ler-se no despacho.


A investigação e consequente polémica terá sido uma das razões pelas quais Pinto da Costa cortou relações com o filho Alexandre há cerca de um ano, tal como a The Mag revelou em primeira mão.

Acusado de falta de transparência, há muito que paira sobre Pinto da Costa a especulação de uma gestão abusiva das contas do FC Porto, mas publicamente, o dirigente optou sempre pela sua habitual ironia quando era questionado sobre o assunto.

Numa das últimas grandes entrevistas que deu ao 'Expresso', em 2010, foi questionado sobre o facto de ter recebido 700 mil euros de ordenados da SAD e se, por isso, se considerava uma pessoa bem paga. Perante a questão contornou o assunto.

"Não faço ideia se isso é verdade. Sinceramente. Sei é que de impostos pago uma loucura. Este ano, vou ter de pagar 70 mil euros - e não tenho dinheiro no banco para o pagar, mas hei-de pagar, porque não quero notícias a dizer que o presidente do FC Porto foge ao fisco. E sei que certamente pago mais impostos que os Gato Fedorento, que, li, no contrato com a PT receberam mais de dois milhões de euros num ano. Não tenho nenhum jogador a ganhar metade disso".

Questionado, de seguida, sobre se sabia ao certo quanto dinheiro tinha no banco, Pinto da Costa seria peremtório. "Tenho sempre pouco."

FONTE DA NOTÍCIA: Mag

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