Avançar para o conteúdo principal

Mais um amigo e protegido de Pinto da Costa...

Presidente da Académica julgado por corrupção

José Eduardo Simões responde por obtenção ilícita de financiamento para o futebol
NELSON MORAIS
O presidente da Académica, José Eduardo Simões, que foi simultaneamente director do urbanismo de Coimbra, vai finalmente ser julgado. Após a acusação ter andado durante três anos em recursos, começa a responder, amanhã, por nove crimes de corrupção passiva.
Estes crimes - cinco de corrupção passiva para acto ilícito e quatro para acto lícito - foram investigados em dois processos, mas vão ser julgados conjuntamente. Há ainda um terceiro, sujeito a apreciação do Tribunal da Relação de Coimbra, em que o presidente da Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) deverá ser julgado, autonomamente, por mais dois crimes de corrupção passiva e um de abuso de poder.
O padrão de comportamento imputado a José Eduardo Simões, nos três processos, é o mesmo: enquanto director municipal de urbanismo, cargo que exerceu entre 2003 e 2005, com a confiança do ainda presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, favorecia promotores imobiliários, a troco de donativos para o futebol profissional da Académica, acusa o Ministério Público.
A expectativa sobre o julgamento é grande, da parte de quem segue a vida política em Coimbra e de muitos simpatizantes que a Briosa tem por todo o país. E o tempo decorrido, desde que o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, em finais de 2006, proferiu o primeiro despacho de acusação, tem muito peso.
Afinal, sucessivos recursos interpostos pelo advogado de defesa, Rodrigo Santiago, não obtiveram de instâncias superiores o resultado pretendido, mas podem ainda vir a produzir efeitos, ao longo do julgamento, sobre o libelo do procurador José Luís Trindade.
O titular das investigações, numa estratégia cara ao director do DIAP de Coimbra, Euclides Dâmaso, fez uma proposta ousada aos promotores imobiliários, aceite por nove dos dez envolvidos no presente julgamento. Com provas de que eles teriam feito donativos a favor da Académica, para receberem tratamento privilegiado do Departamento Municipal da Administração do Território de Coimbra, dirigido por Simões, o magistrado propôs-lhes a suspensão da mais que certa acusação por corrupção activa, se eles prometessem contar o que sabiam, no julgamento.
O problema é que essa suspensão provisória de processo, segundo o Código de Processo Penal, tem a validade máxima de dois anos. Como este prazo expirou sem que o julgamento começasse, o referido compromisso já não tem valor jurídico.
Por isso, o julgamento inicia-se com a curiosidade de saber se os construtores vão honrar a sua palavra, ou adoptar uma postura favorável a Simões.
Nesta hipótese, poderão optar pelo silêncio, ou alegar que financiaram a AAC/OAF sem expectativa de favorecimento por parte da Câmara de Coimbra.
Só vai a julgamento um construtor, de Pombal, que recusou a suspensão provisória de processo e foi acusado de corrupção activa.
Rodrigo Santiago, que contestou a suspensão de processos e foi até ao Tribunal Constitucional, por considerar que ela teria de ser decidida por um juiz e não por um procurador, assume que a caducidade da mesma poderá favorecer o seu cliente. E revela optimismo, ainda que moderado, sobre o julgamento: "Isto é como no futebol: mal de nós se entramos dentro de campo pessimistas", compara.


Fonte da Notícia: Jornal de Notícias

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Mistério da morte de Mesquita Alves

  Só eu é que acho completamente estranho que nenhum jornal ou TV ainda tenha sequer feito noticia relevante a MORTE de um dirigente do FCPorto nas instalações da SAD do FCPorto , num cenário cheio de "alegadamentes" onde... alegadamente... dizem que o homem se matou, mas... alegadamente... a arma do crime não foi encontrada no local (querem ver que se desfez dela depois de se matar?)... Há muitos muitos anos, não me lembro agora o nome do homem, houve um ex-dirigente que teve um acidente mortal na A1, alguém que lá está... alegadamente... se ia candidatar ao FCPorto e se assumia como opositor, mas que infelizmente e... alegadamente... teve um acidente. No dia que a notícia foi muito discretamente publicada (dia 22), o melhor que o FCPorto conseguiu anunciar foi... a assinatura de um protocolo com o Ferroviário de Maputo e se consultarem as  notícias do site , nem uma breve e singela referência ao dirigente. Os jornais não querem saber... ... do FCPorto nem uma

FC Porto o verdadeiro clube fascista

Continuo a desmistificar o “mito Salazar”, que serve de desculpa para justificar o sucesso ilegítimo do FC Porto, através de um sistema corrupto entranhado no s eio do futebol Português. As vitórias são conquistadas desonestamente de forma vil e corrupta, mas para as hostes portistas: “os meios justificam os fins”. Na fotografia, temos os jogadores do FC Porto a mostrarem o seu tributo a Salazar e à sua ideologia fascista num desfile, Não há conhecimento de desfiles dos jogadores do Benfica a fazerem a dita saudação, sim porque esta foto não me parece ter sido tirada num campo de futebol. E as fotografias de saudações a Salazar com jogadores do Benfica, além de não serem muitas, são tiradas em campos de futebol. Esta aqui parece ter sido tirada num desfile, tributo, homenagem. Estou farto da imbecilidade mental que tenho ouvido por aí nos últimos tempos. É uma coisa que nasce das tentativas persistentes de tentar destruir o maior clube de Portugal: O Benfica. E qual

HISTORIAL DA CORRUPÇÃO DO FCP

  1928 Urgel Horta é o presidente do Futebol Clube do Porto em 1928/1929, algo que viria a repetir em 1951/1954. Março, 13 Urgel Horta faz uso da sua autoridade e eleva o FC Porto a Instituição de Utilidade Pública, passando a usufruir de todos os benefícios daí inerentes. | Ler mais 1938 Ângelo César Machado, um dos «braços intelectuais» que puxa Salazar para a Presidência do Conselho, sobretudo através de seus artigos no Diário da Manhã , sobe a Presidente do FC Porto, acumulando assim o cargo de Presidente de FC Porto e Deputado, deputado que continuará a ser até 1945. | Ler mais 1939 Abril, 23 Em jogo da última jornada da época 38/39 o Benfica visita o FC Porto e a vitória de um ou de outro decide o título de campeão. A polémica começa logo com o FC Porto, habituado a jogar no Estádio do Lima, a transferir o jogo para o Campo da Constituição para maior conforto do público, o que desagradou ao Benfica. E no jog